Digamos que para a minha pequena
criatura lá de casa, o nosso país se chama “Tutugau”, e já me cansei de lhe
dizer que até é parecido, mas na verdade é “Portugal”.
Digamos também, que quando ela vê
imagens de manifestações, ou até mesmo dos “homens da luta”, ela grita a todo o
vapor “Tu-tu-gau”…
Parei de a corrigir, não só por
me ter vencido pelo cansaço, mas também porque começo a acreditar que vivo num
país paralelo a Portugal.
Possivelmente um país tão
parecido, que deixámos de notar a diferença do que era “Portugal” e do que
realmente é o “Tutugau”!
No Tutugau, existe o “juiz
P.Coelho que decidiu e está decidido”! No Portugal que eu conheci, até para um
referendo sobre o aborto havia votações do povo.
No Tutugau, existe a Mercle, que
nos visita cheia de sorrisinhos e promessas de cá voltar de férias, quando na
verdade o povo chora nas ruas pelas decisões tomadas no país. No Portugal que
eu conheci, defendia-se os interesses do país e do povo.
No Tutugau, os reformados ficam
sem parte ou o total dos seus subsídios. No Portugal que eu conheci, os
reformados eram respeitados pois descontaram tantos ou mais anos do que era
exigido na lei.
No Tutugau, fiquei sem abono de
família, porque eu e o meu marido auferíamos em conjunto mais de 600 euros. No
Portugal que eu conheci, qualquer pessoa perceberia que com 600 euros pagar
casa, colégio, comida e contas não chegaria…
No Tutugau, quem não quer aderir
á greve é agredido ou boicotado. No Portugal que eu conheci, fez-se uma
revolução com cravos vermelhos!
E por aqui a fora poderia
continuar… tudo isto para dizer um grande bem aja aos políticos, não só estes,
mas os que pelo parlamento têm passado, que deixaram o nosso Portugal um “Tutugau”!

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