quarta-feira, 14 de novembro de 2012

“TUTUGAU”


Digamos que para a minha pequena criatura lá de casa, o nosso país se chama “Tutugau”, e já me cansei de lhe dizer que até é parecido, mas na verdade é “Portugal”.

Digamos também, que quando ela vê imagens de manifestações, ou até mesmo dos “homens da luta”, ela grita a todo o vapor “Tu-tu-gau”…

Parei de a corrigir, não só por me ter vencido pelo cansaço, mas também porque começo a acreditar que vivo num país paralelo a Portugal.

Possivelmente um país tão parecido, que deixámos de notar a diferença do que era “Portugal” e do que realmente é o “Tutugau”!

No Tutugau, existe o “juiz P.Coelho que decidiu e está decidido”! No Portugal que eu conheci, até para um referendo sobre o aborto havia votações do povo.

No Tutugau, existe a Mercle, que nos visita cheia de sorrisinhos e promessas de cá voltar de férias, quando na verdade o povo chora nas ruas pelas decisões tomadas no país. No Portugal que eu conheci, defendia-se os interesses do país e do povo.

No Tutugau, os reformados ficam sem parte ou o total dos seus subsídios. No Portugal que eu conheci, os reformados eram respeitados pois descontaram tantos ou mais anos do que era exigido na lei.

No Tutugau, fiquei sem abono de família, porque eu e o meu marido auferíamos em conjunto mais de 600 euros. No Portugal que eu conheci, qualquer pessoa perceberia que com 600 euros pagar casa, colégio, comida e contas não chegaria…

No Tutugau, quem não quer aderir á greve é agredido ou boicotado. No Portugal que eu conheci, fez-se uma revolução com cravos vermelhos!

E por aqui a fora poderia continuar… tudo isto para dizer um grande bem aja aos políticos, não só estes, mas os que pelo parlamento têm passado, que deixaram o nosso Portugal um “Tutugau”!
 

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